Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre (SPPA)

ANO 21 • • Nº 39

ÓRGÃO OFICIAL DA SOCIEDADE PSICANALÍTICA DE PORTO ALEGRE

Porto Alegre | RS

Revista de Psicanálise prepara o primeiro número de 2022

  • Em 2021, Revista tratou do tema do novo mal-estar da civilização

Em 2021, a Comissão Editorial da Revista de Psicanálise da SPPA, dando seguimento ao trabalho de maior efetivação e possível elevação da atual classificação Qualis B1, providenciou a sua indexação em plataformas mais conceituadas. “A aquisição de maior segurança na preservação de seu conteúdo e a maior estruturação do nosso site, em conjunto ao rigor científico, são meios para consolidar o valor nacional da Revista e a sua futura internacionalização em edições bilíngues”, explica o editor-chefe da Revista, psicanalista Renato Moraes Lucas.

A atual publicação on-line em fluxo contínuo da trilogia temática O novo mal-estar na civilização cumpre a promessa de oferecer ao leitor, de forma célere e constante, artigos que tentam pensar os mal-estares atuais e contemporâneos, bem como as suas repercussões e elaborações. São repetidos os retornos acerca da elevada qualidade científica dos números. “Disponibiliza-se, assim, o conteúdo para o assinante, novamente prejudicado pelo retardo da impressão e da entrega da revista física, ocasionados pelas adaptações administrativas de nossa sociedade. É um prejuízo que a todos inquieta e pelo qual não se furtam as escusas”, afirma Lucas. Ele destaca que fica mantido o compromisso de realizar a remessa dos três números físicos até o final do ano.

Recentemente foi divulgado o convite para a escrita do primeiro número da Revista em 2022, cujo tema é Transitoriedade(s), Lucas salienta que “Freud estuda a perecibilidade da vida e a fruição estética pela fugacidade inerente, convidando a enfrentar o trabalho de luto como forma de liberar o indivíduo para o ato de viver e seus sucessivos reinvestimentos. Interroga-se agora a percepção e a vivência da transitoriedade, no contexto da violenta e inesperada atualidade”. Assim, Transitoriedade, com seus múltiplos domínios de significado, reflete o movimento de expansão com novas construções e experiências, no qual a escrita pode ser processo e testemunho da experiência e da renovação.