Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre (SPPA)

ANO 20 • • Nº 38

ÓRGÃO OFICIAL DA SOCIEDADE PSICANALÍTICA DE PORTO ALEGRE

Porto Alegre | RS

Uma alternativa em expansão

  • Psicanalista Mary Morgan participou de encontro promovido pelo Comitê em outubro

O Comitê de Psicanálise de Casal e Família da SPPA segue o seu projeto de encontros quinzenais na modalidade on-line. Estudam-se os textos e, ao mesmo tempo, são compartilhadas as experiências de cada psicanalista em sua clínica. Nos debates, surgem relevantes questões, e há um entusiasmo no grupo para seguir buscando mais subsídios nessa ainda nova ferramenta terapêutica.

O grupo está atualmente debruçado no estudo do livro Amores en crisis: intevenciones psicoanalíticas con parejas, de Miguel A. Spivacow. No dia 15 de outubro, aconteceu um encontro com a psicanalista Mary Morgan, da Clínica Tavistock, de Londres, que apresentou algumas de suas ideias sobre essa modalidade de tratamento. Suas bases teóricas fundamentam-se na teoria das relações objetais de Melanie Klein.

A Dra. Morgan demonstrou a alguns membros do Comitê o interesse em conhecer mais o pensamento latino na área da psicanálise vincular, já desenvolvida há muitos anos na Argentina, a partir do trabalho pioneiro de Janine Puget e Isidoro Berenstein.

Em um cenário da psicanálise contemporânea cada vez mais ativa e em expansão, a demanda de casais e famílias por atendimento tem sido constante. Observa-se a necessidade de conhecer e aprofundar a compreensão da dinâmica intersubjetiva para que as intervenções sejam eficazes. As fantasias, crenças e identificações de cada um dos participantes do grupo — sejam eles um casal ou uma família — interferem na dinâmica, e o analista está inserido não apenas como observador, mas na condição de participante ativo do fluxo de interações que ocorrem em cada sessão.

Um atendimento de casal e/ou de família não implica na exclusão da necessidade de um concomitante atendimento individual de um ou de ambos participantes. Para indicar essa modalidade, é fundamental que a comunidade conheça tal alternativa, assim como os profissionais da área da saúde precisam também estar familiarizados com o alcance dessa psicoterapia.